Existe uma coisa muito inconveniente e chata na vida das pessoas, mas das quais pouca gente consegue fugir. Todo mundo tem, já teve e acaba tendo que passar por isso.

É essa coisa inconveniente a que me refiro, atende pelo nome de parente.

Sim porque vamos combinar que família é uma coisa e parente é outra bem diferente não é mesmo?

Todos os meus amigos queriam ter dezoito anos prá tirar carta de motorista. Eu não! Eu queria ter dezoito anos prá não ser mais obrigada a passar natal em casa de parente. Não precisar visitar, abraçar, ficar conversando, essas coisas que mãe usa prá torturar os filhos né?

Parente só serve prá duas coisas: Para incomodar e constranger.

Quem é que nunca passou por alguma situação constrangedora visitando uma tia, no velório de avô, viajando com a família? Natal então é uma desgraça. Se você tem uma tia-avó que trabalha com mercado exterior é um inferno. Toda vez que ela volta do Paraguai com aquela sacola enorme, que só perde para o tamanho do quadril dela, ela te enche de bugigangas natalinas, que são apenas lembrancinhas, meia dúzia de beijos melados e  aquela perguntinha capciosa: E aí minha querida, você está namorando?

Deixa eu te contar uma coisa: Não existe uma resposta certa para esta pergunta.

Se você responder que sim, a resposta gera uma outra pergunta:

- Mas você não acha melhor se dedicar a carreira? Estudar? Sabe minha filha, homem é um atraso de vida…bla, blá, blá…

Se você responde que não, a resposta também gera outra pergunta:

- Mas você não tem medo de morrer solteira? Precisa arrumar um namorado. Eu na sua idade já estava casada.

Eu sei que nessas horas a vontade que dá é responder:

- Não sua cadeiruda do inferno. O único medo que eu tenho é de que a senhora não morra nunca. Eu não tenho medo de morrer solteira, mas tenho muito medo de chegar à sua situação. Para ter um marido como o seu eu prefiro mil vezes morrer sozinha.

- Mas você, que é uma pessoa boa, uma mocinha educada, simplesmente sorri e responde:

- Imagina, estou focada em outros projetos, novas coisas, tenho trabalhado muito e não tenho tido…

- Ah, focada no trabalho, sim claro? Você trabalha com o quê mesmo?

- Ah eu trabalho com publicidade, em um a agência e…

Putz, aí fodeu de vez. Nunca faça isso, ela com certeza vai te cortar no meio da conversa e vai lançar aquela:

- Ah, a sua prima Evelise é muito bonita, ela pode ser modelo, eu vou pegar algumas fotos e você leva quando tiver um comercial, você ajuda a sua prima.

E antes que você possa correr ou se esconder ela começa toda uma ladainha sobre a sua prima Evelise, aquela adolescente de 16 anos, que você não sabe muito bem se é Clubber ou Emo, mas a sua tia acha que ela tem todo um potencial e te obriga a levar 24 fotos de Evelise para o pessoal da agência analisar. Você sabe que é desperdício, mas não possui forças para argumentar, então pega as fotos e diz que vai fazer o possível.

Pensa que acabou? Ela emenda a conversa com um:

- Nossa! Como você está magra. Não está comendo direito vai acabar pegando uma anemia (como se anemia fosse um vírus do ar) ou uma outra doença qualquer. Você se benze, porque vindo dela isso só pode ser uma praga. Ela pragueja sem cerimônia, ignorando todo o esforço realizado durante meses sem comer um brigadeiro, sem refrigerante, horas e horas na academia prá ela te comparar à um faquir e te aponta no meio de todos, como se você fosse um zumbi. E se do contrário, você está gordinha, lá está ela pronta para dar aquela opinião que ninguém pediu, indicar dietas milagrosas ou enaltecer as qualidades daquela suua prima modelo que ela jura emagreceu fazendo a dieta da sopa. Você analisa a prima e percebe que a dieta da sopa consiste em “deu sopa eu to comendo” e tenta no limite de sua paciência encerrar a conversa.

O importante nessas horas é você passar aquele parente mala a diante.

Chame o parente mais próximo, introduza-o na conversa e saia de fininho. Depois disso corra o mais que puder e se esconda rápido, porque ali no mesmo recinto, mais umas 30 dessas está a espreita da oportunidade perfeita de puxar conversa com você. E nunca mais na vida aceite convites para este tipo de reunião familiar porque uma vez que você está lá, água benta e alho são bem mais eficazes em vampiros.

Dizem que Noé foi contratado por Deus para construir uma embarcação que deveria proteger de um dilúvio um casal de cada espécie de animais existente no planeta. Segundo consta, Noé era neto de Matusalém, o que eu já suspeitava, afinal de contas um cara que recebe um alô de Deus prá construir uma arca-zoológico-gigante, sem ser arquiteto nem nada prá ficar vagando no meio de um dilúvio de 40 dias e aceita, só podia mesmo ser descendente de Matusalém. Eu imagino que a coisa rolou mais ou menos assim:

Noé estava fazendo um bico de flanelinha porque estava desempregado quando um arcanjo veio lhe fazer uma proposta. Não podia haver melhor momento, visto que o Bolsa família tava pingando e era a última parcela do seguro-desemprego e não havia mais nada que Noé pudesse receber da Santa-Caixa.

- E aí Noé, belezinha?

- Ah, bom num ta né, mas tamos aê.

- Seguinte! O Chefe tem um trampo prá tu, eu particularmente acho que tu num vai dá conta, mas eu não posso me indispor com ele então, sabe como é né? Eu tinha uma lista de parentes para indicar, mas o Chefe falou o mundo anda muito corrupto é obra superfaturada prá todo lado e como dentre todos você é o mais honesto, então, tu é o cara…

- E o que se trata?

- Então, você entende alguma coisa de arquitetura?

- Na verdade não.

- Bom Noé, seguinte: Deus precisa dar uma limpada no mundo aí que a coisa ta feia, mas ele vai salvar um animalzinho de cada espécie e outra negada aí, de resto à galera vai meio que boiar manja…

- Boiar como?

Literalmente Mano! Deus vai mandar um dilúvio prá acabar com o mundo e precisa de alguém prá construir uma arca que caiba a negada que ele vai salvar.

Noé pensou um pouco, coçou a cabeça e perguntou?

- Muito grande? Qual o tamanho?

- Ah, acho que uns 150 mil m² serve. Suíte Máster, 100 jaulas, algumas cocheiras, 100 banheiros, uma piscina, sauna, academia, algo assim. Mas fica sussa que o chefe já fez o projeto. São Pedro vai cuidar do Dilúvio e você só precisa construir mesmo.

- Ah, é uma responsabilidade muito grande, eu não sei se posso.

- Ah Noé, tu que sabe aí. Vê certinho e me fala. Tipo, num ta muito em condições de rejeitar trabalho né? Num é registrado, é temporário, só uns 40 dias, mas ajuda né. Ouvi dizer que vão pagar bem. E outra Deus falou que depois do dilúvio não vai sobrar muita gente então com certeza a taxa de desemprego vai reduzir também, quem sabe num é a sua oportunidade de arrumar um trabalho fixo?

- Tá certo então. Eu ou falar com a minha esposa e te falo, pode ser?

- Combinado. Ele mesmo vem falar com você depois então.

- Combinado, valeu aê então.

Algumas horas depois Noé chega em casa e vai ter com sua esposa Noema.

- Noé! Chegou cedo e aí como foi hoje? Encontrou algum trabalho?

- Então, é sobre isso que eu queria falar com você. Apareceu um trabalho aí, mas nao é na minha área.

- Noé, trabalho é trabalho. Pobre lá tem área meu filho? Só se for área de serviço.  Pobre tem é necessidade, e as nossas já tão no limite. Você que não me absorva! O que foi que tu conseguiste na tua área até hoje me fala? Flanelinha que eu saiba não é bem o que se pode chamar de plano de carreira, ou é?

- Não.

- Então? Vai se dar ao luxo de recusar a única coisa que aparece? A gente com quatro criança prá criar, esses muleque que come por dez, cheio de verme, tudo precisando tratar os dentes, comprar material escolar. Eu to me matando aqui, lavando, passando. Sem vaga na creche.  Quero só ver como vai ser. Lá tem plano de saúde?

- Não, é temporário, mas você tem razão. Eu vou aceitar, até porque o arcanjo falou que depois desse trabalho as coisas vão melhorar e aumentar os empregos.

- Bom, isso eu só acredito vendo. Todo ano de eleição é a mesma coisa, que vai melhorar emprego, saúde e toda aquela ladainha, mas na hora que ganha nada.

- Não Noema. Eu confio no nosso governo. Ele prometeu que quando tudo acabar as coisas vão melhorar e eu acredito. Afinal de contas, olha como ta esse mundo. Piorar não vai né?

- Ta certo então. Aceita o trampo e depois a gente vê o que faz.

E foi assim, segundo me consta, por motivo de força maior (Sim, eu soube que a Noema era bem mais forte que o marido) que Noé aceitou construir a grande Arca e depois do dilúvio, Deus estava orgulhoso de Noé que acabou conseguindo seu objetivo e uma vaga em uma empreiteira Celestial. A terra estava livre de toda a maldade, corrupção, desemprego (ein?) e a toda a humanidade, pelo menos o que sobrou dela, foi salva e todos viveram felizes para sempre.

Ou não, porque corre à boca miúda, que Noé ao chegar em terra firme tratou de construir um vinhedo, mas o empreendimento fracassou e ele bebeu todo o seu estoque. Tudo o que se sabe é que foi encontrado por um de seus filhos andando nu e bêbado pela cidade. Ainda bem que ainda não existia You Tube naquela época, se não o velho Noé, cheio de virtudes, ia ter suas vergonhas expostas e só Deus sabe o que poderia acontecer. É ou não é?

Para a aqueles que acreditam que este humilde blog trata de assuntos como religião, cristianismo e outras coisitas mais, errou. Continua buscando irmão com fé, que encontrará outros com conteúdo bem melhor que este. Para aqueles que acreditam que este blog é obra de uma criatura herege que trabalha a serviço do demônio, vá de retro criatura de pouca fé, que as informações aqui contidas não tem a menor intenção de enaltecer o Carcará nem tampouco fazer propaganda dele.

Mas se você busca uma leitura bem humorada, versões nada oficiais dos desígnios do Senhor, testemunhos de situações vividas de uma forma um tanto quanto divertida, fiquem à vontade, pois esta criatura, pobre mortal que vos escreve, não tem outra intenção se não testemunhar sua fé nos poderes do altíssimo. E de quebra, tentar entender qual o propósito filho-da-puta de viver na terra.

Teoricamente Deus nos criou à sua imagem e semelhança, portanto se o Deus é meu, penso que ele é do jeito que eu bem entender. E eu digo teoricamente porque não sabemos de fato quem escreveu a Bíblia certo? A única coisa que a gente sabe é que o Best-seller em questão contém inspirações dadas por Deus o que me faz pensar que o Espiritismo pode ter sua razão, afinal a Bíblia foi praticamente psicografada certo? Mas eu sei que religião é um tema polêmico demais e nem é minha intenção discutir isto aqui, mas além de misterioso e polêmico, eu acho que essas histórias são no mínimo muito engraçadas, se você analisar bem.

Tudo começou quando eu era criança, filha de pais católicos minha mãe me matriculou no curso de catecismo, mas com o tempo eu acabei perdendo o interesse na coisa. Vamos combinar que se existiu uma criança acordando cedo todo santo sábado e indo ao catecismo, ao invés de ir ao clube ou jogar bola com as outras crianças do bairro, com certeza hoje ele atende pelo nome de Padre Marcelo. Num calor daqueles, eu até tentei frequentar, mas quando eu perguntei para a professora quem tinha criado Deus e ela me disse que ninguém a coisa complicou. Eu me lembro de mais duas ou três perguntinhas tipo: Quem disse quem autorizou o Papa a falar em nome de Deus, se Deus é o todo poderoso porque não derrota o demônio, e só me recordo que a D. Perpétua, nossa professora, respondia sempre que eram os mistérios da fé. Alguns dias depois eu estava sentada no cantinho da sala, separada do resto do grupo, tendo como companhia apenas dois ou três coleguinhas. E lá pelas tantas, eu o furúnculo e o saco de vacilo desistimos da catequese e fomos jogar futebol no campinho que era mais legal.

Eu que já era uma criatura questionadora das coisas do mundo, quando conheci o Ex-Mestre Shifu fiquei sabendo que ele mesmo acredita ter vindo à terra com um propósito:  Ser o Anti-Cristo. Tarefa esta, que ele foi impedido de desempenhar pois foi  batizado logo quando bebê. E lá “shi foi” a esperança dele em ser o representante da “besta” entre nós e acabou se transformando em uma criatura quase-boa. Além de ser o nosso Guru Fitness, agora ele acumula a função de consultor bíblico, mas antes que ele me mate, jovem que é, é claro que não vivenciou aquele período, mas possui algum conhecimento a respeito. Como nenhuma das criaturas dá época aceitou gravar entrevista, eu não li a Bíblia e fugi do catecismo, é ele quem vai me ajudar com as histórias que passaremos a narrar distorcer a partir de agora.

A veracidade dos fatos não foi comprovada, mas as histórias foram extraídas da própria Bíblia, e se você acha que não temos credibilidade, me atire o primeiro exemplar dela, com firma reconhecida em cartório e a gente conversa, certo?

Quem será que teve a idéia de chamar o local onde podemos visitar alguns animais de zoológico? Eu nunca tinha ido a um, mas esses dias eu fui e percebi que de lógico não tem nada lá não. Vou contar a história então para que vocês possam entender melhor a aventura. Achei que isso merecia um post, afinal desde o Enduro que eu não me enfiava numa patacoada destas, então vamos lá…

Quase perto da hora do almoço e eis que uma conviva me lança o convite:

- Vamos almoçar no bosque?

Eu que ainda não tinha planejado o almoço acabei concordando imaginando se tratar de algum restaurante que eu até então não conhecia, até que fui melhor informada de que o bosque era realmente um bosque, tipo, lugar com arvore, bixo, mato e toda aquelas porra de natureza. Ein?

É eu não sou lá muito fã de natureza, visto aquele episódio do enduro, mas tive que concordar, afinal de contas uma que eu me comprometi e outra que visto os últimos convites que eu tenho recebido que vou narrar em outra oportunidade, eu não estava com essa bola toda não.

Então, todas trabalhadas na elegância, em pleno dia de semana de labuta e lá fomos nós almoçar no bosque. Eu confesso que estava com medo,  visto que a última mocinha inocente que resolveu passear no bosque levando doces prá vovozinha se fudeu de verde-amarelo-e-chapeuzinho-vermelho, caindo nas garras do lobo mau. Mas é aí que eu digo, melhor que encontrar o príncipe é encontrar o lobo mau que te vê melhor e tals… mas aí já é outra história né? Vamos focar na primeira então.

Lá estávamos nós, ávidas por conhecer a fauna do Bosque dos Jequitibás, ein? Poisé, vai vendo! Eu não tava não, tava de boa lá tentando encontrar formas de sobreviver naquele ambiente insalubre. Mas as meninas estavam animadas e cheias de curiosidades sobre leões, onças, panteras, jacarés e tartarugas e outros bichinhos. Eu fiquei com uma dó danada daqueles bichos confinados em gaiolas e jaulas. Sei lá, acho que deve ser meio contra a natureza deles ficar em locais tão pequenos comparados à imensidão da “natureza”. Vai ver que é por isso que o Alex, o Marty, o Melman e a Glória batiam tão fora do bumbo em Madagascar, tipo, os bixo meio que surtam numa dessas sabe?

Enfim, sabe que pobre se diverte com pouco né? Então acabou que entre uma abelha e outra, entre uma picada e outra de insetos, e lá pelas tantas no meio daquela caminhada, eu que nem sabia que tinha bixo no bosque, descobri que lá também vive Moisés. Poisé! Lá pelas tantas, depois de caminhar e quase colocar o pulmãozinho prá fora, entre um cigarro e outro, eu pensei que minhas forças tinham chegado realmente ao fim, quando avistei aquele senhorzinho barbudo, vestindo roupas estranhas e escrevendo sabe-se-lá-Deus-o-quê, os 10 mandamentos? Talvez, quem sabe…o importante mesmo era verificar se todas estavam vendo o mesmo que eu ou se o calor estava me fazendo ver coisas.

No fim das contas, o Sábio não era Moiseis, O Leão piscou prá mim (certeza que se identificou com a minha juba), a pantera me pareceu bem hostil, e a anta, certeza que ficou com pura inveja do meu corpinho mais magro. Depois dessa,  eu não estava mais trabalhada na elegância e teria vendido minha alma, fácil, fácil para o Diabo em troca de um ar condicionado para o meu veículo. Onde ele está quando a gente precisa?

É, rapadura é doce e enduro não é mole não, mas aventura mesmo é passear no bosque. Pior que isso é contar aos amigos e ainda ser infinitamente zuada por não ter tido contato com a natureza durante a infância. Ah, vai reclamar com meus pais, afinal de contas, quando eu era pequena eu não brincava nem no parquinho.  Mas antes que me perguntem porque cargas-d’água eu me enfiei na aventura, acho melhor eu responder em outro texto, porque prá variar a história é longa…

Amém Gente! Eu voltei…

Dois meses depois e dez quilos a menos, cá estou eu para postar neste humilde blog!

Uhhhh…quase posso ouvir os suspiros e alguns sussurros de:

- Ufa! Agora que ela voltou a escrever, Amém Gente que vai parar de falar tanto!

Há, há! Ledo engano.

Ando meio sumida, eu sei! Peço desculpas prá quem acompanha o blog, mas na verdade realmente não tenho tido tempo prá nada. Falta de assunto eu juro que não é, até porque os dias corridos me deram material de sobra prá escrever sobre os mais variados temas, o grande problema é que com tanta coisa rolando, falta tempo para organizar as idéias e poupar os leitores do mal que tem acometido meus convivas: O falatório desorganizado desta que vos escreve.

Para não perder o foco e os dentes (por escrever sobre alguns assuntos proibidos), acho melhor dividir em tópicos e apresentar um panorama geral dos últimos acontecimentos, assim fica mais fácil de retomar de onde parei, afinal, parece que faz uma eternidade que eu não apareço por aqui.

Mestre Shifu e seus seguidores

Criaturas de pouca fé! Se não crêem, eu vos digo em verdade: Sim, eu emagreci!  Podem averiguar se quiserem, finalmente consegui emagrecer!  Aliás, ta assim ó de convite prá que eu e alguns de meus convivas desfilemos no bloco dos anoréxicos no carnaval de 2010, porém, paranóicos cuidadosos que somos, ainda precisamos eliminar algumas gordurinhas de nossos corpichos. Sabe como é né? Pegou amor, aí fudeu! O fato é que ao que parece, Mestre Shifu conseguiu cumprir parte de sua árdua missão na terra. Agora só falta mesmo, transformar nossa preguiça em músculos.

Bruce Willis, Pai de Exu, Mestre Shifu e agora Gregory House

E por falar em emagrecimento, Bruce Willis está sofrendo algum tipo de mutação e está pouco a pouco se transformando em Hugh Laurie, o Dr. Gregory House. Tudo bem que meu querido amigo, em termos de tolerância e personalidade estava mundo mais prá House do que para Bruce, mas o fato é que um belo dia eu olhei prá ele e levei um grande susto. Com a barba por fazer, quilos mais magro – muitos, inclusive, eu diria – eu podia jurar que se lhe restasse cabelo, o lendário Mestre shifu, ex Pai de Exu, agora também poderia facilmente ser confundido com o famoso médico. O problema é que House, como eu carinhosamente passei a chamá-lo não socializa mais. A padaria parece ficar a quilômetros de distância de sua morada. O cafezinho da segunda-feira anda as moscas, o cinema parece uma tarefa árdua demais para o seu corpinho magro. A grande vantagem é que além de estar mais galã, Mestre Shifu agora também poderá prescrever medicamentos controlados. Amém Gente!

Robertina Botox parou de alucinar finalmente. Após ingerir doses fortíssimas de medicamento controlado e sofrer de alucinações gravíssimas, finalmente parou de sonhar com o dia em que Edward Cullen (herói ou bandido?) viria resgatá-la de sua vidinha pacata, sugando-a (no bom sentido) para dentro da tela da TV onde viveria suas mais belas fantasias de amor com um metade-homem-metade-vampiro. Robertina está namorando e ao que me consta está muito feliz.

 Mãe de Lalá, uma outra de nossas convivas anda tão atarefada que até desencanou de fazer um “abaixo assinado anônimo” para trazer Edward Mãos de Tesoura Dentinhos Compridos para o Brasil. Até porque chegamos a conclusão de que não ia rolar mesmo, visto que nesse caso é que ele teria que ser no mínimo psicografado, coisa que nossa amiga Ghost até poderia fazer, mas este já é assunto para o qual eu não tenho autorização para escrever. Tudo calmo e tranquilo. Parece que a febre Crepúsculo passou. Ufa!

 Mãe Kiki parece estar vivendo uma fase estranha. Sua comunicação com o além deve está passando por problemas de ordem técnica. Não sei se é o provedor, o servidor ou o quê. Em tempos de vacas anoréxicas, nossa querida amiga já está pensando em enveredar pelos caminhos da psicanálise. Esse negócio de previsão é coisa de pobre. Pelo menos prá ela que não tem visto a cor do dinheiro. Após duas tentativas frustradas de levar a Tenda de Mãe Kiki ao estrangeiro, ela descobriu que sem talento para ganhar dinheiro por aqui, fica mais difícil ainda fazer isto em outro idioma. Ainda mais agora que acabou a novela das Índias e o pessoal parece não falar mais português.  Mas não sei se este negócio de conselheira vai dar em alguma coisa, afinal de contas, se no âmbito premonitório a coisa ta ruim, no amor então meu filho é melhor nem comentar. Mas tudo bem que Mãe Kiki já sabe que usar seu dom em benefício próprio é contra as regras, então ela vai ter que continuar dando pitaco na vida alheia mesmo.

 Continua…

Vocês ainda se lembram daquela criatura que não conseguia ficar em casa e que vivia em uma roleta russa social cheia de festas, baladas e convites para todo tipo de lugares? Que bom, porque eu não. Já faz tanto tempo que a minha vida era agitada que as vezes eu me pergunto se eu não sonhei tudo aquilo. Não sei se a culpa é do meu “circo” social ou minha mesmo, visto que após adquirir um sem número de livros eu tenho me mantido um tanto quanto ocupada no seio de minha morada. Vai vendo. Meu celular não toca mais. O nextel foi abandonado e aparentemente ninguém sentiu falta dele, pelo que me consta. Nem este humilde blog tem sido atualizado como deveria, como podem comprovar.

Se a culpa é do meu “circo” social, deve ser porque meus amigos resolveram se envolver em relacionamentos muito estranhos. Uma delas está perdidamente apaixonada pelo ator do filme crepúsculo e necessita urgentemente de ajuda profissional. Eu disse isso a ela, mas de que adianta? Ela esquece até de comer quando fica lendo aqueles intermináveis lua nova, eclipse, apocalipse, entre outros. Aquilo deve ser coisa do demônio mesmo. A pessoa vicia, só consegue pensar nos livros, fica presa, não socializa e quando socializa perde o interesse quando o assunto não é sobre esse universo. Eu vou tentar salvá-la, providenciando uma leitura mais leve e divertida, mas por enquanto ela fica lá, alucinando com o tal de Ed.  Que gripe suína que nada! Perigo mesmo é a Febre Crepúsculo que está se alastrando rapidamente. Tenho vários amigos em observação e a coisa tende a piorar, já que nesse caso usar máscara e álcool não adianta nada.

Tirando a parte dos meus amigos que está com a Febre Crepúsculo, acabei de mudar de emprego, o que seria ótimo para conhecer gente nova. Mas é que claro que alegria de pobre dura pouco e o que acontece é que  estou com uma sala só prá mim, mas isso somente porque é o único computador disponível, já que eu fui a última a chegar e todos os outros micros já tinham donos.  Enfim, como estou em cela sala especial ainda não conheço nem metade das pessoas que trabalham aqui e daqui a pouco todo mundo vai começar a achar que eu sou chata pra caralho, ou seja, voltemos aos amigos antigos.

Uma outra amiga minha está vivenciando uma fase um tanto quanto reclusa, já que acaba de terminar um relacionamento e ainda não está pronta para voltar à sociedade. Tenho um outro amigo que está morando longe e namorando uma criatura que ninguém conhece, nunca viu, mas ele jura que existe. Além disso, tenho uma outra amiga que está iniciando um relacionamento com alguém que está longe e, portanto passa mais tempo lá do que aqui. Ou seja, To fudida até segunda ordem.

Se vocês acham que eu estou reclamando de barriga cheia, gorda é a mãe! Ops, na verdade vai vendo, a coisa piora e muito. To tão sem vida social que o último convite que eu recebi foi da pseudo senhora Edward, que me convidou para ir a um pagode, mas sabe como é, eu o pagode temos uma relação de amor e ódio. É basicamente o seguinte: eu me amo e odeio pagode, então fica meio foda. Bem sabemos que o pagode é uma manifestação artística satânica, coisa do carcará para ludibriar as pessoas e fazer com que elas, sob efeito de drogas alucinógenas como o álcool cometam atos insanos dos quais passarão a vida se arrependendo. E encalhada como estou, ainda  que ela me garantisse que lá eu encontraria meu príncipe encantado eu diria: TÁ NA GARANTIA? ENTÃO EU VOU DEVOLVER ESTA BOSTA PQ ESTE PRINCIPE ESTÁ COM DEFEITO! ONDE JÁ SE VIU GOSTAR DE PAGODE?

Uma amiga sugeriu que eu escrevesse para a liga das mulheres, mas deixa quieto, afinal de contas seus amigos saberem que você está encalhada vá lá, agora, falar isso em rede nacional já é um pouco demais, acha não?  

Adoro os dias em que estou com a minha TPM atacada. Tem me dado um alívio danado passar alguns dias de mal-humor, mergulhada numa irritabilidade excessiva, fazendo cara de comigo-ninguém-pode quando um ou outro desavisado se aproxima da minha sala com alguma tímida solicitação. É claro que dependendo do caso a minha irritabilidade e intolerância se manisfestam de forma diferente, mas o fato de eu ser uma pessoa extremamente calma nos outros dias, o que eu diria até boazinha demais me dá a prerrogativa de nestes dias, externar todos os meus descontentamentos, chorar as minhas mazelas e três dias depois voltar a ser a pessoa doce e afável que sou.

Prá ajudar, esses dias li em algum lugar que o caminho do verdadeiro amor jamais corre desimpedido. Correr? Estamos realmente falando do-meu-verdadeiro-amor? Estamos mesmo falando da-minha-PORRA-de-vida-sentimental? Há-há! Correr só se for montado num jegue manco,  capenga, ou quiçá defunto, sei lá. Claro que não. Kie e vida sentimental não andam na mesma frase a menos que venha acompanhada de palavras como ausência, deprimente, patético e por aí vai. Mas beleza, porque mesmo que eu não tenha a menor chance intenção de vir a me casar algum dia, ainda bem que eu não vivo na Índia, onde correria o serio risco de  ser rechaçada no mercado. É como dizem por aí, quando Deus fecha uma porta está na verdade se preparando para bater com a próxima bem no nosso nariz. O fato é que a TPM está acabando, a minha gordura não, e eu estou encalhada e irritada até segunda ordem. É justo então que minha vida profissional ande as mil maravilhas, certo? Errado.

Há- há!

Esses dias meu chefe entrou na minha sala. Eu acabara de fazer um relatório completo narrando todas o status de todos os nossos clientes, tomando o cuidado de explicar didáticamente todas as ações que eu estava realizando para cada um deles. Ao que ele saiu da sala sem emitir nenhum som, para mas tarde, tomar a liberdade de  me perguntar a mesmíssima coisa duas ou três vezes só naquele dia. Mas esse é um daqueles casos em que a irritação deve ser mais contida, e eu não poderia dizer a plenos pulmões o que exatamente estava pensando naquele momento. Ah não, isso seria loucura. Embora a TPM seja considerada atenuante, ah, enfim…deixa prá lá

Para completar a semana dos infernos eu ainda tive mais uns quinze problemas no trabalho ao que tentei resolver tudo, quando acabei chagando a conclusão de que me sentia muito infeliz desempenhando aquelas tarefas. Senti que muitos dos meus talentos estavam sendo desperdiçados e percebi que não adiantaria ficar dando murro em ponta de faca, já que não era uma questão lógica, e sim uma questão de filosofia. Se não pode vencê-los, melhor se afastar deles, já dizia o ditado. Ou não.

Portanto é isso. A falta de uma vida sentimental descente e que me faça enxergar o mundo de uma forma digamos, mais colorida, aliada a minha completa irritabilidade no trabalho e todas as sensações da TPM forte e violenta que me acomente me levaram a um denominador comum. Minha vida estava precisando urgente de uma reviravolta, das boas, se é que me entendem.

Ninguém está de fato preparado para lidar com a morte. Não acredito que exista, nesse mundão de Deus, alguém com a fria capacidade de lidar com o assunto ou com o fato de forma tranquila.

A morte do rei do Pop, a morte da pantera, a morte de um monte de gente num vôo ou outro, a morte de um amigo querido, de alguém que poderia ter sido o grande amor da nossa vida, é o que faz pipocarem os textos sobre o assunto, as reflexões e as idéias daquilo que ali distante no noticiário ou no mais íntimo do nosso coração, tem a capacidade de nos fazer pensar, e agora?

Todo mundo para, pensa, olha pro lado e analisa. No final, lá vem a reflexão batida e amarga: 

- Prá morrer, basta estar vivo.

E acreditem, não basta.

Não basta estar vivo e morrer. A morte é certeza absoluta. O desafio é a vida. Prá morrer é fácil, difícil mesmo é escapar dela. Que ela vai chegar é certeza, então o que a gente pode fazer como melhor resposta é viver da melhor forma possível prá que não sobre nenhum arrependimento quando o desconhecido dia da nossa morte chegar. Esperar por ela é fácil. Vivê-la intensamente, embora seja a melhor parte, para alguns, dá um trabalho danado.

Além da overdose de assuntos funestos dos últimos tempos, o ultimo episódio da temporada de Grey’s Anatomy foi o mais marcante de tudo que eu li, vi e ouvi. Ao som do Greg Laswell com a música Off I Go, Meredith finaliza o episódio da quinta temporada, e ali eu desidratada analisando cada uma das suas palavras, dividida entre a reflexão e o medo do que nos reserva a próxima temporada  do meu seriado favorito (sim eu sou viciada em séries de TV).

“Você disse? Eu te amo. Eu não quero viver sem você. Você mudou a minha vida. Você disse? Faça um plano. Tenha um objetivo. Trabalhe por ele, mas de vez em quando olhe em volta. Absorva tudo. Porque isto é tudo.  E tudo pode acabar amanhã.”

E você? Disse? Disse a todas as pessoas, disse tudo aquilo que deveria ter dito? Fez aquilo que naquele momento não lhe parecia urgente, mas de que poderia sentir uma falta enorme mais tarde?

A data da nossa morte é desconhecida, mas a nossa vida inteira não. É por isso que temos a obrigação de ser feliz, de fazer os outros felizes hoje e não amanhã. Não devemos engolir mais sapos do que necessário, nem deixar as coisas prá resolver depois.  Devemos viver intensamente hoje, agora. Não inconsequente, mas intensamente. É justo que façamos assim. É necessário que façamos assim. Porque tudo pode mesmo acabar algum dia.

E então? Você disse?

Na minha família convivi com muitos relacionamentos que não deram certo e alguns poucos que deram. Minha avó casou-se com quinze anos e desconfio que tenha sido traída muitas vezes. Dizem que amava muito o meu avô. Com quatro filhos no colo, ficou viúva muito cedo. Casou-se mais tarde, mas eu sempre ouvi dizer que não foi por amor. Casaram-se, pois se sentiam só e um fazia companhia ao  outro. O meu primeiro avô eu não conheci, comprei o que a minha avó vendeu e comprei a admiração que o meu pai trazia nos olhos pelas poucas lembranças que tinha. O meu avô de verdade, foi o segundo.  Sei pela minha própria experiência que era uma pessoa incrível. Eu tinha por ele uma admiração estranha, uma espécie de afinidade ou simpatia que quando pequena não entendia como ele podia não ser o meu avô de verdade.  A vida também me privou de sua companhia cedo. Não entendia direito a morte naquela época, mas sabia que sentir saudade de alguém que se ama é verdadeiramente a mais dilacerante das dores, seja esse o tipo de amor que for. Mas voltando a esse casamento “sem amor”, e pensando cá com os meus botões, questiono. Como é podiam, ele e a minha avó, dizer que não se casaram por amor? Não brigavam, não se odiavam. Eram companheiros e tinham grande respeito um pelo outro, dividiam a mesma casa e faziam muitas coisas juntos. Quando eu passava por lá nas minhas férias eles estavam sempre sorrindo, brincando e se divertindo comigo. Diabos! Se o que tinham um pelo outro não era amor? E se não era, o que era então?

Não conheci alguém na vida que tivesse mais manias do que o meu avô. O dia dele era cronometrado. Tinha hora até para ir ao banheiro se bobeasse, mas minha avó achava até engraçado e por mais que não concordasse nunca atrapalhou a sua minuciosa rotina, não só respeitava, como até se divertia com isso. Poucas vezes meu avô saiu da rotina. Saímos as 7 da manhã para ir a padaria. Ele encontrava meia dúzia de amigos já de idade avançada e ficávamos papeando até por volta das onze horas. Tudo que já tinham vivido no mundo era narrado com paixão. Falavam sobre a vida, seus feitos, sobre política e economia, tudo aquilo que dificilmente prenderiam a atenção de uma garotinha de oito anos, mas eu ficava ali, tomando sorvete e entretida na conversa do grupo de senhorzinhos. Ficava lá, besta, admirada. Meu avô de todos era o mais elegante. Saia de terno e perfumado todos os dias não importava aonde fosse.  Tinha hora marcada até prá ser rebelde. Saindo da padaria íamos de carro até o limite do município vizinho. Minha avó sempre o proibia de ir até lá, mas essa era a sua rebeldia, pura e simplesmente pela diversão de cruzar o limite de municípios. Quando chegávamos ele dizia: Não vá contar a sua avó que fomos até aquele lugar ein? E minha avó já começava a brigar. No final da aventura, todos caíamos na gargalhada durante o almoço. Servido pontualmente ao meio-dia. 

A casa da avó da gente é sempre o melhor lugar do mundo. E no meio daquela organização toda até poderia ser uma chatisse, mas não era. A casa da minha avó tinha tudo que a casa da avó da gente tem de bom. Eu era feliz ali, as minhas lembranças não poderiam ser mais felizes. Então me digam, como poderia ser aquela, uma família sem amor?

Portanto, se o que a sociedade chama e entende como amor se resume a uma desculpa para justificar pais que matam filhos por amor a uma religião, filhos que matam pais por dinheiro, cônjuges que se matam por ciúme, vidas infernais, relacionamentos destruídos, ressentimentos do passado ou qualquer outra coisa que justifique esse tal de amor pintado desta forma, gostaria então, humildemente de renunciar a este sentimento. Vamos parar com essa história de chamar de amor, sentimentos como orgulho, ciúme, inveja ou até maldade. Amor não pode ser. E eu prefiro excluir a tal palavra do meu contexto do que justificá-la em sua mais absoluta falta. Não importa que nome tenha, o importante é que respeito, carinho, amizade, compreensão e todas as outras podem até não significar amor, mas se não tiver, podem fazer uma falta danada na construção da palavra. Ô se faz.

Nós não sabemos nada de jornalismo mesmo. Enquanto nos preocupamos com a gripe suína, com os escândalos da politicagem brasileira e discutimos a não obrigatoriedade do diploma, ficamos prá trás, obsoletos. Essas coisas acontecem todos os dias, mas a morte do rei do pop não. Vamos dar uma pausa nessas discussões monótonas, coisas tão cotidianas, besteirinhas rotineiras e vamos transformar a morte do rei do pop em um show, algo como se ele mesmo já tivesse deixado planejado. Vamos abrir espaço nos noticiários para mini-documentários sobre a vida, carreira e morte do rei, e depois os documentários repetem o feito, as notícias, as denúncias e os escândalos a gente discute depois, se sobrar tempo, afinal elas continuarão a existir.

Não estou dizendo que a cobertura da morte de Michael Jackson na quinta-feira, 25, não tenha que ser noticiada, o que me preocupa é quantas vezes e de que forma a notícia será explorada. A morte dele é indiscutivelmente um marco histórico, mas fazer disso um interminável plantão de notícias não dá. Os telejornais foram transformados em documentários sobre a vida do cantor. Os escândalos em que se envolveu, sua vida excêntrica e seus costumes viraram a coqueluche do momento e tudo isso vai de nada a lugar nenhum, já que a única coisa que temos são suposições e curiosidades.

Enquanto isso, enquanto seus vídeos são exibidos em todos os noticiários, em todos os programas de TV, as discussões continuam. Teria sido ele um gênio ou um louco? Respostas que até hoje não tínhamos e agora buscamos de maneira frenética, sem conseguir separar a pessoa do artista. Ou ele é um ou é outro. E a mídia vai lá esmiuçar tudo. A overdose Michael Jackson ainda não acabou, mas daqui a pouco vai ser substituída por outra mais fresquinha, e vai sobrar cada vez menos tempo para a imprensa falar de assuntos que precisam estar em evidência, que precisam ser discutidos. Mas esses assuntos sem graça, rotineiros, não vendem jornais e nem revistas, do contrário se bobear, rende processo para o jornal que a divulgar. Portanto vamos aproveitar o burburinho e nos esconder embaixo da fumaça causada pela morte do rei do pop, até que uma nova cortina de fumaça seja lançada.

Só por um tempo, não vamos falar de bobagens. A gripe suína não pode fazer mais sucesso que o rei e cá entre nós, deixem o Sarney em paz, afinal de contas ele não é o único corrupto do Brasil e pelo jeito corrupção por aqui, é pré-requisito.  Como disse o nosso ilustre presidente, nos apegamos demais a notícias ruins. É avião que cai, gente que mata, falta de educação, falta de moradia. Que saco! Vamos noticiar só coisas boas a partir de agora então. Vamos noticiar todos os vôos que chegaram a seu destino com os passageiros são e salvos. Vamos noticiar que nenhum famoso nacional ou internacional faleceu naquele dia, e quem sabe dizer.:

- Hoje pelo menos, nenhum político se envolveu em algum caso de corrupção. Tenham todos uma boa noite!

Aliás, ouvi dizer que o nosso querido presidente quer transferir sua residência para a Terra do nunca, afinal esse país aqui anda pessimista demais.  

O fato é que daqui uns dois anos aquele assassino vai ser julgado, vão descobrir porque aquele avião caiu, aqueles senadores corruptos estarão soltos e torrando os nossos milhões, após renunciarem a seus cargos.  Mas isso a gente pensa lá na frente, quando der,  isso é claro se não for mês de carnaval, ano de eleição, ou copa de mundo.