Estamos tentando desesperadamente entender como a vida funciona. Insistindo em perseguir respostas como predadores em busca de alimento.

Mas que grande prêmio trazemos entre os dentes se não agarramos as oportunidades?

Viver dá um medo danado, porque é justamente para isso que não estamos preparados. Mas não precisamos estar mesmo. Não se trata mais de sobrevivência, evoluímos lembra?

A melhor defesa é a sinceridade, o ataque deixe para quando uma barata invadir a sua casa.

Você cria expectativa em relação a algo, mas tem medo de acreditar que as coisas podem dar certo. Divide a cama com alguém, mas não compartilha seus sonhos, anseios. Tira a roupa, mas não tira a máscara. Não fala dos seus sentimentos porque tem medo de se expor demais?

Acha que está protegendo, mas talvez esteja trabalhando contra si. Por medo de ser infeliz deixamos a coisa rolar, o tempo passar e esperamos que o outro decida que rumo o relacionamento vai tomar.

E a vida ali, abandonada como um trapo velho reclama a nossa atenção.

Engano achar que felicidade é obra do acaso, da sorte. Felicidade não é direito, é obrigação. E cada um tem que lutar pela sua.

Infelizmente precisamos de situações extremas, para valorizar o que temos.

Vamos esperar uma grande perda para mudar a nossa maneira de ver as coisas?

Enxergar finalmente que de nada adiantou tanta proteção, tantos jogos, tanto racional e finalmente perceber que não há fórmula matemática que possa fazer o tempo voltar?

Precisamos sofrer como cão para entender de vez que a razão não serve de escudo.

Precisamos ouvir dos médicos que não precisamos mais das muletas, que teremos uma vida longa pela frente. Já não sabíamos disso?

Não sabemos quando tudo vai acabar. Nem o mundo, nem a vida, um relacionamento ou um momento de felicidade.  E mesmo assim continuamos tentando entender o inexplicável quando deveríamos estar lutando para tornar o impossível real.

Felicidade não é uma busca incessante. Felicidade é uma visita. Que pode entrar na sua vida ou não. O que acontece todas as vezes que ela bate à sua porta depende de você. Você pode deixar sua vida arrumada e esperar que ela venha, servir-lhe uma xícara de chá e aproveitar sua companhia ao máximo.

Ou você pode bater com a porta bem no meio na cara dela.

Eis a escolha que podemos fazer todos os dias.