A pergunta da vez na minha roda de amigas é:

Porque estamos solteiras?

Não estamos à procura de um chinelo velho, embora nossos pés já estejam cansados de tanto caminhar sozinhos. Estamos à procura de um chinelo novo, sincero e com um pouco de coragem. Coragem, não para enfrentar dragões ou escalar torres, que isso já aprendemos a fazer por nós mesmas. O desafio para os candidatos a “príncipe encantado” do século é bem mais simples: Decidir se consegue ou não atravessar a casca que tantas desilusões e tanta futilidade causaram.  

Mas é aí que coisa desanda.

Coragem para escalar torres e enfrentar dragões é fácil. Coragem para mergulhar em um universo de cicatrizes causadas pela falta de sinceridade?

Osso.

Somos independentes e inteligentes e isso significa muito mais do que pagar as próprias contas e sorrir enquanto carregamos nosso trabalho nas costas. Significa que somos capazes de pensar muito além do que gostaríamos. Que temos faro para perceber quando estão tentando transformar nosso coração em um tabuleiro de xadrez.

Joguinhos adolescentes me cansam, me dão náuseas.

Preferimos a verdade aberta, a liberdade de escolher com quem passamos nosso tempo livre, afinal ele é escasso e precisa ser bem aproveitado.

É por isso que guardamos nossos sorrisos e só baixamos a guarda a quem se revela de verdade, se entrega e causa algum impacto.

 Afinal de contas, se não for para valer a pena, agradecemos a “preterência”.

Tirar meus pés do chão? Só mesmo se for prá me fazer voar.

É isso que assusta…