Adoro os dias em que estou com a minha TPM atacada. Tem me dado um alívio danado passar alguns dias de mal-humor, mergulhada numa irritabilidade excessiva, fazendo cara de comigo-ninguém-pode quando um ou outro desavisado se aproxima da minha sala com alguma tímida solicitação. É claro que dependendo do caso a minha irritabilidade e intolerância se manisfestam de forma diferente, mas o fato de eu ser uma pessoa extremamente calma nos outros dias, o que eu diria até boazinha demais me dá a prerrogativa de nestes dias, externar todos os meus descontentamentos, chorar as minhas mazelas e três dias depois voltar a ser a pessoa doce e afável que sou.
Prá ajudar, esses dias li em algum lugar que o caminho do verdadeiro amor jamais corre desimpedido. Correr? Estamos realmente falando do-meu-verdadeiro-amor? Estamos mesmo falando da-minha-PORRA-de-vida-sentimental? Há-há! Correr só se for montado num jegue manco, capenga, ou quiçá defunto, sei lá. Claro que não. Kie e vida sentimental não andam na mesma frase a menos que venha acompanhada de palavras como ausência, deprimente, patético e por aí vai. Mas beleza, porque mesmo que eu não tenha a menor chance intenção de vir a me casar algum dia, ainda bem que eu não vivo na Índia, onde correria o serio risco de ser rechaçada no mercado. É como dizem por aí, quando Deus fecha uma porta está na verdade se preparando para bater com a próxima bem no nosso nariz. O fato é que a TPM está acabando, a minha gordura não, e eu estou encalhada e irritada até segunda ordem. É justo então que minha vida profissional ande as mil maravilhas, certo? Errado.
Há- há!
Esses dias meu chefe entrou na minha sala. Eu acabara de fazer um relatório completo narrando todas o status de todos os nossos clientes, tomando o cuidado de explicar didáticamente todas as ações que eu estava realizando para cada um deles. Ao que ele saiu da sala sem emitir nenhum som, para mas tarde, tomar a liberdade de me perguntar a mesmíssima coisa duas ou três vezes só naquele dia. Mas esse é um daqueles casos em que a irritação deve ser mais contida, e eu não poderia dizer a plenos pulmões o que exatamente estava pensando naquele momento. Ah não, isso seria loucura. Embora a TPM seja considerada atenuante, ah, enfim…deixa prá lá
Para completar a semana dos infernos eu ainda tive mais uns quinze problemas no trabalho ao que tentei resolver tudo, quando acabei chagando a conclusão de que me sentia muito infeliz desempenhando aquelas tarefas. Senti que muitos dos meus talentos estavam sendo desperdiçados e percebi que não adiantaria ficar dando murro em ponta de faca, já que não era uma questão lógica, e sim uma questão de filosofia. Se não pode vencê-los, melhor se afastar deles, já dizia o ditado. Ou não.
Portanto é isso. A falta de uma vida sentimental descente e que me faça enxergar o mundo de uma forma digamos, mais colorida, aliada a minha completa irritabilidade no trabalho e todas as sensações da TPM forte e violenta que me acomente me levaram a um denominador comum. Minha vida estava precisando urgente de uma reviravolta, das boas, se é que me entendem.

2 comments
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Julho 23, 2009 às 10:46 pm
Cafeína
sei como é… tinha um chefe que dizia não contratar mulheres por causa disso… sim, ele dizia pra mim isso.
Julho 24, 2009 às 5:05 pm
Álida
Engraçado é que na minha TPM eu fico com uma fragilidade de dar raiva. Ao mesmo tempo que tenho vontade de bater em um até sangrar (juro) eu seria capaz de doar meu sangue caso ele precisasse de uma transfusão após a briga. kkkk
Vai entender essa maldita coisa.
Bjos