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Mãe Kiki anda desacreditada, nem ela acredita mais em seu poder. Também pudera! Quem iria acreditar em uma vidente que não consegue dar conta do caos da própria vida? Mãe Kiki tentou ajudar os amigos com números para a loteria, não deu em nada, nem sequer um dos seis números inspirados por ela deu o ar da graça no tal sorteio. A explicação é simples, porém incompreendida. Mãe Kiki tem permissão para ajudar os outros somente em caráter religioso, espiritual mesmo. Corre a boca miúda que ela está ajudando o próximo a encontrar a luz no caminho, portanto cuidado, se você estiver próximo, corre o risco de Mãe Kiki enfiar uma lâmpada no seu cú, coisa básica. Prá piorar, nem tirar a sorte está conseguindo mais a coitada. Ela tenta, mas a sorte não vem prá ela de jeito nenhum.

 

Alguns amigos sugeriram que Mãe Kiki deveria viajar, mudar de ares para ver se coisa melhora. Ela chegou a pensar em ir para a Índia, mas Mãe Kiki sabe que lá, até na novela o negócio anda confuso. Além disso, para pagar as despesas da viagem ela precisaria dar a bunda dar consultas e lá a concorrência é terrível. Muito acima do peso como está ainda corre o risco de ser confundida com um animal considerado sagrado por aquelas bandas.

 

Foi assim, que após algumas sugestões, ela decidiu acompanhar alguns amigos até Buenos Aires, afinal mais perto e mais barato. Mesmo sendo vidente, Mãe Kiki ainda não sabe a data da viajem e nem faz idéia de como pagará por ela, afinal parece que a comunicação da dita-cuja com os canais espirituais está abalada, mas os amigos estão tentando ajudar. A idéia é montar a tenda da Mãe Kiki em algum ponto da cidade onde fará leitura de búzios e maresias, borra de café e de chocolate quente. Vai continuar tentando tirar a sorte das pessoas e dessa vez promete usá-la e depois devolver. Partindo do princípio que a crise ta brava é o apego aos bens materiais que atrasa a vida das pessoas, Madre Kiki – como deverá se chamar por aquelas bandas – em sacrifício do próximo vai tirar, além da sorte, a carteira, as jóias e o dinheiro de los hermanos, além é claro de alguns maços de seus clientes fumantes porque todo mundo sabe que o cigarro aumentou  “El tabaco mata”.  E pior do que o cigarro caro é o cigarro Paraguaio. Para quê?

 

A viagem contará, com o perdão do trocadilho, com um time de peso. Teremos Mestre Shifu, que embora não seja muito ligado nos assuntos celestiais, de tão perseguido que anda por entidades mala-sem-alça, sacos de vacilo e exus sem luz parece que ainda tem créditos com o divino. Mestre Shifu, adotará na Argentina a alcunha de Pai de Exu, muito usada por ele em outras situações. Alem de muito elegante, desfilando suas últimas aquisições da Zara, Mestre Shifu usará de técnicas de tortura métodos questionáveis para ajudar Mãe Kiki a se tornar uma vidente mais elegante e mais magra,

 

Robertina Botox, presidente de uma Seita extremamente importante e respeitada – Aceita cheque cartão e dinheiro – já confirmou presença e  ficará responsável por administrar nossos lucros enquanto Barbie-Mina-do-gueto-quando-bebe, cuidará para que ninguém consiga sair vivo, caso não pague pelos nossos serviços. Isso é claro quando não estivermos passando em frente às lojas e estiverem todos alucinados pelos últimos lançamentos em cremes e casacos de couro.  Pelo que podem perceber embarcaremos rumo a uma viagem cheia de trapalhadas, mistério e sedução. Se existe luz no fim do túnel eu não sei, o que eu sei é que pelo menos a diversão está garantida com certeza no meio dessa encrenca toda.

Outro dia, eu e meus amigos estávamos reunidos tentando encontrar uma forma de arrumar R$ 500,00 para que uma de nossas convivas pudesse ir a uma festa super badalada em SP. Como a criatividade impera em nosso grupo pensamos em várias maneiras de conseguir a enfadonha quantia, mas todas ou precisavam de dar a bunda investimento ou de muita cara de pau, enfim acabamos sem solução. O dinheiro não é prá mim porque a idéia de pagar 500 pilas para ir a uma festa, seja ela o quão bacana, chique ou importante for me causa urticária, congestão nasal e dor de estômago, mas a solidariedade que acometeu nosso grupo era em prol de nossa amiga Robetina Botox, que estava desesperada interessada em requebrar o esqueleto na manifestação. Cheias de dúvidas sobre como fazer para arrumar a quantia, Robetina ligou no cartão de crédito, xavecou a atendente, mandou flores, convidou prá jantar e nada, nada do cartão liberar a quantia necessária. No fim das contas, ela e Barbie decidiram não comparecer ao enfadonho evento.

 

No dia seguinte lá estava eu trabalhando e eis que recebo um e-mail de um grande amigo, com quem eu já não falava há algum tempo. Ele me enviou no mesmo dia uma matéria da revista Veja que falava sobre as quantias astronômicas que alguns jovens gastam em algumas baladas e seus outros luxos. Eu sabia, mas confesso que ler aqueles valores me incomodou e muito. Oportunamente enviada na mesma semana que eu conversava com os meus amigos sobre a tal balada famosa em SP e nosso grupo se dividiu entre os que tinham e os que não tinham, a coragem suficiente para desembolsar a ofensiva quantia.

 

O foco da matéria nem era novidade, no fundo a gente sabe que a maioria dos jovens de hoje não está nem um pouco preocupada em preservar o dinheiro que estão herdando de seus avós ou pais e com isso o mundo está cada vez mais cheio de ex-ricos e futuros miseráveis. Tem gente que acha que a fortuna não acaba nunca, mas eu acho que mesmo que por maior que ela seja é preciso ter responsabilidade quando o assunto é gastar. Mas muito além disso, percebo que a maioria dos jovens que gastam cifras absurdas em baladas faz isso para esconder uma baixíssima auto-estima e aí a coisa vai ficando cada vez mais séria. A maioria dos jovens faz isso prá se sentir descolado, desejado e conquistar pessoas. Compram o carisma que lhe falta, como se assim pudessem resolver suas inseguranças, mas não percebem que estão apenas tapando o sol com a peneira.

 

Eu estou longe de ser a Madre Teresa, o dinheiro que eu ganho sempre acaba antes do final do mês e a equação nunca fecha. Eu precisaria ganhar o dobro de dinheiro para conseguir me manter em uma situação mais confortável, mas ainda sim, no futuro quando a minha conta apresentar somas mais interessantes e as instituição financeiras não estiveram mais me caçando, com certeza eu terei uma maneira diferente de controlar os meus gastos. Consumistas todos somos, mas prefiro gastar o meu dinheiro suado com coisas mais úteis do que com garrafas de champanhe que se tornarão xixi no dia seguinte ou até mesmo transformar o meu dinheirinho em perfume de sedução.

 

Se seus amigos gostam de você porque você tem dinheiro, te aconselho a nunca deixar de tê-lo, porque caso contrário eles se afastarão de você na velocidade da luz. Mas se você tem amigos que gostam de você mesmo que você seja pobrinho, ah caro amigo, você tirou a sorte grande.

 

E nessa semana, cheia de reflexões sobre o uso do dinheiro, cheguei em casa após um exaustivo dia de trabalho e me deparei com uma matéria no jornal sobre algumas pessoas que estava construindo suas casas. Sim moradores de bairros da periferia constroem suas casas após o seu dia de trabalho e a medida em que conseguem tempo e dinheiro para tanto. É bonito, mas é triste. Não por ver as pessoas construindo tijolo a tijolo aquilo que futuramente conseguirão chamar de lar, mas por saber que a grande maioria da população não terá sequer a oportunidade de fazer isso. Enquanto isso, na outra ponta do iceberg, a gente descobre que meia dúzia de jovens passou a noite jogando uma significativa quantia de dinheiro na privada. É o mundo é mesmo um lugar muito estranho.

Gente! Tenho uma história prá contar sobre a minha amiga Kiev (o que é? Eu não posso ter uma amiga chamada Kiev? Mas eu tenho sim!). Pois bem, eu, quer dizer ela estava outro dia em um bar da cidade com os seus amigos e eis que de repente Kiev avista um ser que poderia ser o seu ex-namorado. Kiev atravessa a rua correndo e sai em um frenética perseguição. Corre devagar e o moçoilo, que estava ao celular olha prá trás. Para não parecer louca, minha amiga Kiev se esconde atrás de alguns arbustos. Eis que a cena parece tirada de um filme, certo? Segundo Mestre Shifu amigo e guru de Kiev, o título do filme deveria ser psicose, afinal de contas ele não entendeu porque Kiev resolveu perseguir o seu “provável ex” pelas ruas da cidade. Aliás inguém entendeu e perguntamos a Kiev o motivo da correria. Ela explicou calmamente que a idéia de estar solteira aos quase trinta tem remexido algumas lembranças do passado.

 

Teria Kiev feito a escolha certa ao terminar seu último relacionamento por incompatibilidade de idéias? Será que não seria o caso de ter esperado mais um pouco, tentado alguns ajustes? Desistir teria sido a escolha certa? Pois é, e foi isso que Kiev tentou descobrir. Ela estava imaginando que se encontrasse a tal criatura durante uma perseguição casualmente em algum lugar isto poderia uma feliz coincidência do destino ou quem sabe um sinal de que ela havia feito a escolha errada e que agora teria a oportunidade de consertar as coisas. Perdida em seus próprios argumentos sobre a casualidade do encontro, Kiev levou Mestre Shifu às lagrimas quando explicou suas razões (eu juro que vi as lagrimas escorrendo da face de Mestre Shifu, de tanto que ele ria).

 

Eu lembro que suas exatas palavras de conforto para nossa amiga foram:

 

- Você é doente. Não há explicação razoável para tal atitude. Daqui a pouco você vai entrar no carro dele “casualmente” quando ele estiver passando e dizer: Nossa! Você por aqui? Tenha dó Kiev, daqui a pouco eu vou mandar internar você, casualmente também!

 

Meste Shifu, dotado de infinita sabedoria e conhecimento foi muito convincente quando disse que internaria nossa amiga caso ela insistisse na perseguição. Prometeu ele mesmo denunciá-la caso volte a incomodar ou perseguir o ex pelas ruas da cidade. Além disso, ele contou com a ajuda de Mestre Oogway-Ricardinho para ameaçá-la com golpes do Kung Fu, caso insista em tal comportamento.

 

Esses dias encontrei Kiev, ela disse que não persegue mais ex-namorados pelas ruas da cidade. Ela disse que aprendeu que essas coincidências não podem ser forçadas e que encontrar um grande amor não significa persegui-lo pela cidade. Acho que Kiev aprendeu sua lição, ou não. Ela me disse que está com viagem marcada para a Índia. Teve um pressentimento de que se encontrar “casualmente” o ator Rodrigo Lombardi, o Raj da novela das oito, eles podem se apaixonar e casar. Como Mãe Kiki eu tentei argumentar que não adiantaria, mas vocês acham mesmo que a Kiev me escuta? Eu até disse que ele já era casado, mas Kiev insistiu que este era só um mero detalhe diante do grande amor que ele sente por ela. Sente, mas ainda não sabe. Fazer o quê? Kiev é louca, mas é minha amiga.

Outro dia, em busca de uma leitura mais leve, acabei dando uma espiadinha no livro dos roteiristas de Sex and the City “Ele simplesmente não está a fim de você”. Para as iniciantes nessa idéia de encarar a realidade um soco no estômago, para mim apenas a confirmação de que morrer sozinha precisava ser uma opção a ser estudada e que eu precisava me acostumar com a idéia de continuar solteira aos 30 anos. Eu vivo bem com esta sentença idéia, afinal já até escrevi aqui no blog um outro texto sobre o livro. Mas os reotiristas da série foram mais além, invadiram as telas do  cinema prá ajudar as moçoilas de plantão a entender porque o cara não te liga no ia seguinte, ou não te liga nunca mais.  Pois muito bem, eu e meus hermanos (aqueles que sabem que “El tabaco mata) resolvemos conferir a película em uma das famosas segundonas reservadas ao café. Programa diferente,  diversão garantida já que o “elenco telespectador” contava com ninguém menos do que Mestre Shifu, Mãe Kiki e Barbie-TPM. Já no incício da empreitada travamos uma batalha de Jedi com a escada rolante e nossos combos de pipoca.

 

No início, tanto da leitura quanto do filme, pude perceber que muitas vezes nós mulheres fazemos um tremendo papel de boba por não perceber alguns sinais (óbvios) que os homens enviam quando não estão interessados em você. Eu, que me encontrava cheia de dúvidas a respeito de um possível envolvimento com uma criatura de marte (Burra! Burra!), levei meia dúzia de socos e beliscões do tipo: Acorda! Ele simplesmente não está a fim de você. Descobri, como se já não soubesse, que quando o cara vem com aquela conversa mole, de “O problema não é você, sou eu”, na verdade minha amiga, o problema é com você sim, e provavelmente não é um só.

 

Bem, vamos ao que interessa! Vamos às lições que puderam enriquecer a minha vida sentimental ou me simplesmente me fizeram acreditar que homens são realmente criaturas de outro planeta. O planeta dos FDP! A lição mais valiosa que você tem a aprender é a seguinte. Nenhum homem está a fim de você, mesmo quando ele está a fim de você. Oi? É verdade amiga. Até quando ele está a fim ele tenta passar despercebido, tenta se fazer de difícil e tal, mas isso não dura muito tempo não. É preciso ficar atenta porque homem não tem nenhum pudor ou receio de correr atrás do objeto de sua afeição do momento. Ao contrário, isso é motivo de orgulho, faz parte do processo de sua afirmação como predador da natureza. Ele é um caçador nato, nunca a presa.

 

E foi assim que eu percebi coisas óbvias, coisas que só uma ameba com distúrbio de atenção não perceberia. Porque nessas horas, nem adianta vir com aquela história de gato que subiu no telhado. É melhor dar a notícia na lata mesmo. O gato subiu no telhado, ignorando o fato de que você, uma gata muito atraente está ali em baixo. Não faz diferença se você é bonita, inteligente, culta, independente, interessante ou qualquer outra coisa. O gato ficou no telhado, encontrou os amigos, fez churrasco de peixe, entre outras coisinhas. Numa dessas o gato nem viu você ali, o que nos leva a pensar que ele simplesmente não está a fim de você.  No fim, com ou sem a teoria do gato, a verdade é uma só:

 

- Você é uma total loser idiota que está preocupada com alguém que simplesmente não está a fim de você.

 

De resto é o seguinte, tenha sempre uma bola de cristal-digital-power-top-mega-blaster a mão. Sempre que você se sentir em dúvida sobre o que está fazendo de errado, consulte. Se você, como eu ainda não tem a tal bola de cristal, a coisa muda de figura e só posso gastar o meu latim dizendo: Fudidum Est. Mas perceber alguns sinais óbvios nos poupa no mínimo de escolher gostar de alguém que simplesmente não gosta de você.

 

Mas existem algumas coisas que eu já posso te adiantar. Se um homem, qualquer que seja ele, não liga prá você, manda e-mail, adiciona no Orkut, manda mensagem ou faz sinal de fumaça, a chance de ele não estar interessado em você é enorme. Se ele não te convida prá sair é porque não quer. Simples assim.  Desculpas como ele não quer estragar a amizade, está trabalhando muito, está fazendo pesquisa na Amazônia, está confuso, está com problemas e etc, só servem para esconder o fato real.

 

Agora pare de suspirar por alguém que não quer ficar com você, certo? Porque quando eles querem, eles falam. Homens demonstram isso de todas as formas possíveis, vai por mim! Estou me tornando PHD em cafajestes, Homens FDP e toda sorte de porcarias existentes no mercado. Vamos ao que interessa, vamos acordar prá vida e parar de perder tempo com quem não vale a pena, afinal de contas, quando vale a pena nunca é perda de tempo. O difícil é saber quando é um ou outro.

Uma de minhas grandes amigas está gravidinha! Ela está a coisa mais linda. Está esperando o que antes, pelo ultrasom, pudemos identificar como um grão de soja e hoje atende pela alcunha de azeitona. Ainda não sabemos se é menina ou menino, mas o que importa é que ela, com o seu esposo estão constituindo família.  É tão bacana ver a vida de alguém se transformar de maneira tão positiva. Maternidade é o esforço com satisfação garantida. Você não se importa com os pés inchados, cansaço, sono, enjôo de tudo que há no mundo, vontade de comer coisas estranhas e nem se importa de ficar barriguda. Não há maior orgulho para uma grávida do que exibir a barrigona, conversar com quem tem filhos, responder as dúvidas de quem não faz idéia do que acontece nesse período.

 

É bem verdade que quando uma mulher vê uma grávida, acaba remexendo suas prioridades, analisando possibilidades. É aí que qualquer mulher com uma pontinha de espírito materno se derrete e começa a imaginar o tamanho da emoção que é carregar dentro de você um ser no qual você irá se reconhecer daqui prá frente. E se a emoção já é tanta durante a gestação, nem me fale sobre o momento do nascimento, as noites de insônia velando aquele pequenino e tão desprotegido projeto de gente, as primeiras palavras e os primeiros passinhos. Desse momento em diante, minha amiga sabe que a sua vida irá se transformar por completo e que a partir desse momento, ter a certeza de que nunca mais vai estar sozinha no mundo, independente do que aconteça.

 

Todas nós mulheres temos em algum momento da vida, em maior ou menor grau o desejo da maternidade. Nesses últimos tempos a idéia de constituir família não está mais atrelada a necessidade do casamento e a produção independente tem sido uma excelente alternativa para mulheres que ainda não encontraram a tampa da sua panela, mas já possuem condições de criar seus filhos. As mulheres de hoje, estudam, trabalham, brigam por posições de destaque nas empresas e cada vez mais possuem estabilidade financeira de forma independente. Com todas estas características é natural planejarem a chegada do bebê sem a necessidade de um companheiro para tal empreitada. A família do comercial de margarina é bonita, alegre, acorda cedo, mas não condiz muito com essa nova realidade dos tempos modernos. As famílias estão mudando, a vida está mudando, a sociedade, “noves” fora a hipocrisia do modelo de família perfeita está mudando também.

 

Minha amiga e futura mamãe é uma mulher moderna, advogada, bem sucedida e absolutamente competente. Há alguns anos atrás não imaginei que ela fosse encontrar entre tantos afazeres o momento certo para a gravidez. Mas ela, como a grande maioria das mulheres independentes do mundo sabe que dará conta do recado e que tudo acontece na hora em que tem que acontecer. Prá ela a hora chegou e algumas coisas irão mudar, mas por mais dúvidas, medos ou incertezas que tenha, a gente que conhece sabe que o mais importante nesse momento não é quanta experiência no caso você já tem, mas quanto amor e quais os valores você vai transmitir ao seu pequeno. E em relação à isso eu não tenho dúvidas, com certeza, ela vai tirar de letra.

 

Parabéns amiga, pelo pequenino que vem por aí!

Não se pode agradar a todo mundo. Decididamente a vida é uma coisa complicada demais prá minha cabeça. Eu sou simples, não simplória que fique bem claro, mas quero dizer que não sou uma pessoa muito preocupada com pequenos detalhes. Mas às vezes é preciso ter bola de cristal para se conseguir manter algumas relações.

 

Por que as pessoas se melindram tanto com pequenas coisas?

 

Desculpa amigo, combinamos de fazer algo mas eu esqueci. Poxa, desculpa aí que eu não pude ir àquela festa. Poxa eu não tive a intenção de dar este murro na sua cara…(ops, essa não). Brincadeiras à parte, porque não conseguimos simplificar as relações? Porque vez ou outra temos que viver como se estivéssemos pisando em ovos? Porque ninguém mais usa de empatia? Por que não temos a capaciade de nos colocar no lugar do outro?

 

Não é possível que as pessoas de quem a gente gosta não entendam que gostar é algo que vem absolutamente de graça e ninguém é obrigado a manter relações com as quais não se sente confortável. Não é possível que para satisfazer o nosso ego ou os nossos desejos imediatos nos tenhamos que passar por cima do outro, seja ele quem for, amigo, namorado, rolo, pai, mãe, vizinho. Ninguém ainda aprendeu isso? É muito fácil e proporcionalmente egoísta jogar a expectativa da própria vida no colo de alguém. Quem é feliz de verdade não depende de outro prá manter uma felicidade verdadeira, natural. Todo mundo sabe que a felicidade tem a ver com o que a gente sente dentro do peito, dentro da cabeça, com a gente mesmo. Quem não sabe disso e procura a felicidade do lado de fora dificilmente vai encontrar e jamais vai conseguir mantê-la sem uma muleta do lado.

 

Saber que mesmo sem querer, causamos sofrimento em alguém é triste, mas às vezes é inevitável. Mas, sempre tive a nítida impressão de que quando se trata de relacionamentos de qualquer natureza, quando algo não vai bem não é justo deixar alguém gostar de você se você não tem condições de corresponder. Não é crueldade e não é egoísmo olhar prá pessoa e ser o mais sincero possível e dizer a verdade. Por mais difícil que seja, a verdade é sempre a opção mais digna. Infelizmente nem todo mundo consegue enxergar uma oportunidade de crescimento quando vê uma. Tudo o que acontece na vida da gente, bom ou ruim é uma oportunidade de amadurecimento, de crescimento. É uma oportunidade de avaliar comportamentos, rever conceitos, entender onde erramos e onde acertamos mudar, se reinventar ou até mesmo porque não, termos a consciência exata do nosso valor.

 

Infelizmente algumas pessoas escolhem o caminho mais difícil, preferem jogar as expectativas da própria felicidade no colo do outro e esperar que ele se responsabilize por fazê-lo feliz. Mas isso não me comove, desde cedo aprendi que ninguém é responsável pelas expectativas do outro. Cada um é responsável por si e precisa aprender a crescer, a ser feliz, se tornar uma pessoa melhor todos os dias. Não é uma tarefa fácil, mas a vida ensina como fazê-lo. Mas algumas pessoas preferem enxergar a vida como um grande parque de diversões e saem por aí magoando pessoas porque as coisas não saíram como eles gostariam. Gente mimada sofre por besteira porque ignora o fato de que em algum momento terá que encarar a vida, tal como ela é. Quem dera que nessa hora, na hora em que a vida se mostrar como é, que possam ter os amigos por perto. Até mesmo aqueles que estenderam a mão tantas vezes e que apesar das inúmeras decepções, vão estar sempre lá. Porque a despeito das coisas pequenas, o mundo ta cheio de gente que nunca desiste de acreditar no ser humano, por menor que ele seja.